Atletismo: EUA foram o destaque, Etiópia a decepção; Brasil foi melhor que o esperado

Encerrados os Jogos Olímpicos começo a revelar como se saíram minhas previsões em cada esporte. No atletismo o Brasil teve desempenho melhor do que o esperado. Eu havia previsto somente uma prata para Fabiana Murer no salto com vara, mas acabamos conquistando o ouro com Thiago Braz (foto) na prova masculina. Foi uma evolução em relação a Londres-2012, em que não conquistamos nenhuma medalha nesse esporte, mas foi pior que Pequim-2008, quando tivemos um ouro e um bronze (este reconhecido apenas recentemente, com a desclassificação da equipe russa por doping).

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Com esse ouro o Brasil ficou em 13o. lugar no quadro de medalhas do atletismo e não em 22o., como eu esperava.

A grande surpresa positiva foram os EUA, que ganharam 13 medalhas de ouro – três a mais do que eu havia previsto. Entre os dez ouros que previ para os estadunidenses acertei oito e errei dois. Outros cinco ouros eu não esperava: dois que eu tinha previsto para a Jamaica (4x100m e 4×400 femininos), dois para o Quênia (400m com barreiras e 1.500m masculinos) e um para a China (arremesso de peso feminino).

O desempenho mais decepcionante foi da Etiópia, de quem eu esperava quatro ouros, mas que só conquistou um. Os etíopes perderam  os 5.000m e a maratona femininas para o Quênia e os 5.000m masculinos para a Grã-Bretanha.

Acertei a posição dos três primeiros (EUA, Quênia e Jamaica) e o número de ouros de quenianos e jamaicanos (seis para cada).

No geral tive um percentual de acerto de resultados de 19,9% e de medalhistas da ordem de 46,1% – pior do que a média das Olimpíadas. Foi um desempenho inferior até a Londres-2012, em que acertei 26,4% dos resultados e 56% dos medalhistas.

Atletismo: Melhor marca do ano, mas ainda prata

Veja aqui a previsão de resultados do atletismo na Rio-2016.

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Desde o início do mês os países vêm divulgando os nomes dos integrantes das suas equipes de atletismo. Com essas definições e a confirmação da exclusão da Rússia ficou mais fácil prever os resultados. Para o Brasil, uma boa notícia: a paulista Fabiana Murer (na foto) fez a melhor marca do ano no salto com vara. Mas na minha opinião fica com a prata. A favorita para o ouro ainda é a cubana Yarisley Silva.

Apesar de estarem suspensos das competições internacionais desde o final do ano passado, os russos ainda tinham marcas suficientes para consegur duas pratas e um bronze. Na prova dos 110m com barreiras masculino o jamaicano Hansle Parchment herdou a prata de Sergei Shubenkov, umas das estrelas do atletismo da Rússia. Nos 400m com barreiras masculino o atleta Jeffery Gibson, das Bahamas, ficou com a prata que seria de Denis Kudryavtsev.

A disputa acirrada por vagas dentro dos países, principalmente EUA e Quênia – as duas principais forças do atletismo -, deixaram de fora das Olimpiadas vários atletas que teriam marcas para ganhar medalhas. Ao todo 11 potências medalhistas quenianos e oito estadunidenses não vêm aos Jogos.

Um caso exemplar é o dos 100m com barreiras, em que a recordista mundial Kendra Harrison, dona de várias das melhores marcas deste ano na prova, ficou fora da Rio-2016 porque não se classificou nas seletivas estadunidenses. A favorita ao ouro agora é Rollins. Para se ter uma ideia da força dos EUA nessa prova, o país vai conquistar ouro, prata e bronze. Ou seja, a final da seletiva é praticamente a final olímpica.

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Na foto acima a jamaicana Elaine Thompson, que fez a melhor marca do ano nos 100m e se tornou favorita na prova mais rápida do atletismo, ultrapassando a compatriota Shelly-Ann Fraser-Pryce, que agora deve ficar com o bronze.

Com as confirmações das equipes e os resultados do último mês, os EUA aumentaram o número de ouros de oito para dez. Devem conquistar também o primeiro lugar nos 400m com barreiras e no salto em distância femininos, que até o mês passado eram de República Tcheca e Alemanha.

Quênia e Jamaica serão a segunda e a terceira forças. O Brasil será o 22o. melhor país do atletismo, ainda atrás da vizinha Colômbia.

Atletismo: nem prata o Brasil vai ter

Veja as previsões atualizadas para o atletismo aqui.

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A participação do Brasil no atletismo, que já parecia ser ruim, vai ser ainda mais vergonhosa. A grega Ekaterini Stefanidi (na foto) conseguiu a melhor marca do ano no salto com vara no início do mês e se tornou favorita à prata na Rio-2016. Agora Fabiana Murer, única brasileira com chance de medalha, deve ficar com o bronze. O ouro continua sendo da cubana Yarisley Silva.

Com isso, o Brasil não deve passar da 32a. posição no quadro de medalhas do atletismo. Ficaremos atrás até de vizinhos como Colômbia e Venezuela!

Apesar de a Rússia ter sido suspensa pela Federação Internacional de Atletismo, mantive as previsões para os atletas desse país por dois motivos: a punição ainda pode ser revertida; e os russos talvez ainda recebem a chance de competir sob a bandeira do COI, ou seja, sem contar medalhas para seu país. Só vou retirá-los das previsões se eles não estiverem na lista final de atletas confirmados, que deve ser divulgada no mês que vem.

 

Atletismo: EUA em primeiro, Quênia em segundo, Jamaica em terceiro

Veja aqui quais serão os resultados do atletismo na Rio-2016.

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O atletismo na Rio-2016 será dominado pelos EUA, que vão levar nove ouros, seguidos de Quênia, com sete ouros, e da Jamaica, com seis. Um dos destaques do esporte será a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce, bicampeã olímpica dos 100m rasos (ganhou em Pequim-2008 e Londres-2012) e favorita na disputa pelo tricampeonato. Ela pode ganhar ainda uma medalha de ouro no revezamento 4x100m feminino, em que a ilha caribenha também é favorita.

Na foto Fraser-Pryce bate as adversárias em Londres-2012.