Canoagem de velocidade: Parece absurdo, mas o Brasil poderia ter se saído melhor

Sei que parece uma heresia dizer isso, mas eu esperava um desempenho melhor do Brasil na canoagem de velocidade na Rio-2016. Calma que eu explico. O número de medalhas conquistadas (três) foi superior à minha expectativa. Mas eu acreditava que, sendo os atuais campeões mundiais no C2 1000m, Isaquias Queiroz e Erlon Souza (foto) conquistariam o ouro. Ao menos eles perderam – por uma pequena diferença – para a Alemanha, país que domina essa modalidade nos Jogos desde Atenas-2004.

isaquias e erlon

Fiquei com a impressão de que Isaquias poderia ter se concentrado na prova do C2 1000m, a que ele tinha mais chances, em vez de se desgastar em três provas. Enfim, ele é ainda jovem e se mantiver o ritmo terá chance em Tóquio-2020.

Os alemães confirmaram o que eu esperava deles: ganharam quatro ouros. A Nova Zelândia se saiu pior do que a expectativa. Lisa Carrington ganhou “só” um ouro nas duas provas em que ela era favorita (na outra levou o bronze). Mas a maior decepção foi a França. Saiu do Rio sem nenhuma medalha. Eu apostava nos franceses para levarem dois ouros e três pratas!

Fui surpreendido pelo desempenho de Hungria (três ouros) e Espanha (dois). Para os húngaros eu só tinha previsto uma prata e para os espanhóis nenhuma medalha.

Meu percentual de acertos na canoagem de velocidade foi baixo (13,9%). O de medalhistas foi razoável (44,4%).

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Canoagem de velocidade: Disputa acirrada entre poloneses favorece o Brasil

Veja aqui a previsão atualizada dos resultados da canoagem de velocidade na Rio-2016.

isaquias

Desde que iniciei meu ranking para apontar os favoritos na canoagem de velocidade – reunindo os resultados do Mundial do ano passado e da Copa do Mundo deste ano -, a dupla polonesa formada por Kuleta e Grzybowski e os brasileiros Isaquias Queiroz e Erlon Souza disputam ponto a ponto a liderança na prova do C2 1000m. Na última etapa os poloneses assumiram a liderança do ranking e se tornaram favoritos ao ouro, deixando os brasileiros com a previsão de prata. Mas eis que Kuleta e Grzybowski não conseguiram a garantir a vaga na equipe polonesa!

Apesar de terem conquistado o lugar na Olimpíada para seu país ao ficar em terceiro no último Mundial, eles ainda tiveram de disputar uma seletiva nacional, o que suscitou polêmica no país. Acabaram perdendo a disputa em casa para Kaminski e Kudla. Moral da história: Isaquias e Erlon se tornaram os favoritos ao ouro na prova.

Será mais um feito e tanto para essa dupla que já se tornou a mais importante da história da canoagem brasileira ao conquistar o título mundial do C2 1000m em 2015. Será não só a primeira medalha olímpica da história da canoagem brasileira, como a primeira de ouro.

A foto lá em cima é de Isaquias, que vai disputar três provas na Rio-2016. Aqui embaixo é do alemão Sebastian Brendel, atual campeão olímpico do C1 1000m. Favorito ao bicampeonato, ele promete fazer um duelo interessante com Isaquias nessa prova.

Kanurennsport 10.06.2014 Kienbaum Bundesleistungszentrum Nationalteam Canadier Herren Sebastian BRENDEL GER Foto Camera 4

O domínio nas provas de velocidade continua sendo da Alemanha, forte candidata a faturar quatro ouros. Em seguida vem a Nova Zelândia, com previsão de dois ouros, e depois a França, com um ouro e duas pratas, à frente da Polônia, que perdeu o único ouro que conquistaria. O Brasil é a sexta força do esporte.

Somando as duas modalidades da canoagem (velocidade e slalom) o domínio segue sendo da Alemanha (quatro ouros), seguida de França (dois ouros e três pratas) e Austrália (dois ouros e uma prata).

Canoagem Velocidade: primeira medalha para o Brasil

Veja aqui os resultados da canoagem velocidade na Rio-2016.

isaquias e erlon

Até pouco tempo atrás se alguém dissesse que o Brasil ganharia uma medalha olímpica na canoagem seria olhado com ceticismo. Mas depois que Erlon Souza e Isaquias Queiroz foram campeões mundiais da canoagem de velocidade na prova C2 1.000m, no ano passado, começamos a nos acostumar com a ideia. Minha previsão é que eles sejam prata nas Olimpíadas porque desde então só participarem de uma etapa da Copa do Mundo, na Alemanha, e terminaram em sétimo lugar. Enquanto isso os poloneses Kuleta e Grzybowski, terceiros colocados no Mundial, venceram a etapa de Portugal, e acredito que fiquem com o ouro olímpico.

O domínio nessa modalidade será da Alemanha, como vem acontecendo em todas as Olimpíadas desde Atenas-2004. Os alemães levarão quatro medalhas de ouro, contra duas da Nova Zelândia e um ouro e três pratas da Polônia. O Brasil será o décimo melhor país.

Na foto Isaquias e Erlon comemoram o título mundial, na Itália.