Sexto dia: Mayra é bronze e eu já sabia!

A categoria meio-pesado do judô feminino, em que a gaúcha Mayra Aguiar (foto) conquistou o bronze, foi a disputa em que tive o melhor percentual de acertos no sexto dia das Olimpíadas. Previ corretamente que a estadunidense Kayla Harrison seria ouro, a francesa Audrey Tcheuméo seria prata e Mayra, bronze. Só não cravei o pódio completo porque minha outra favorita ao bronze, a alemã Luise Malzahn, perdeu a disputa do terceiro lugar para a eslovena Anamari Velensek.

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Com o bom resultado de Mayra o Brasil continua superando minha previsão. A esta altura das Olimpíadas eu acreditava que teríamos conquistado um ouro (no tiro esportivo) e dois bronzes (no judô), mas já estamos com um ouro no judô, uma prata no tiro e o bronze da judoca gaúcha.

O sexto dia foi muito bom para as minhas previsões. Até este momento acertei praticamente metade dos medalhistas (145 em 291), um desempenho superior ao de Londres-2012. Em termos de resultado o percentual é de 22,8%.

Terceiro dia: acertei o primeiro pódio completo

Coube ao rúgbi feminino a honra de ser o esporte em que acertei o primeiro pódio completo: primeiro, segundo e terceiro lugares. O ouro ficou ficou com a Austrália, a prata com a Nova Zelândia e o bronze com o Canadá. Foi a mesma colocação da World Series deste ano. No geral meu percentual de acerto de resultados caiu para 24,2% e o de acertos de medalhistas subiu para 48,3%.

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Na foto acima a apresentação de Diego Hypolito na disputa da ginástica artística masculina por equipes, em que acertei o ouro do Japão e o bronze da China (foram as mesmas colocações no Mundial do ano passado). Na prata a Rússia ganhou o lugar que eu achei que seria da Grã-Bretanha.

Com o ouro da Rafaela Silva no judô o aproveitamento do Brasil agora está melhor do que eu esperava. Achava que a essa altura teríamos um ouro (no tiro esportivo) e um bronze (no judô), mas já estamos com um ouro, no judô, e uma prata, no tiro.

Segundo dia: Acertei mais 12 e ultrapassei a meta

Como digo na descrição do blog, minha meta é ultrapassar meu desempenho nos Jogos de Londres-2012, em que acertei 23,6% dos resultados. Hoje acertei mais 12 e cheguei ao percentual de 24,6% de resultados certos. Isso quer dizer que um em cada quatro resultados das Olimpíadas foi previsto por mim. Curiosamente, no número de medalhistas (independentemente da posição no pódio) meu aproveitamento caiu de 47,4% no primeiro dia para 45,6%.

judo

Ainda não consegui acertar um pódio inteiro. As melhores previsões de hoje foram em disputas de judô, natação e tiro com arco.

No judô feminino acertei o ouro de Majlinda Kelmendi, do Kosovo, e o bronze de Misato Nakamura, do Japão. A romena Andrea Chitu, que eu achei que ficaria com a prata, perdeu na repescagem para a brasiliense Érika Miranda. E a própria Érika – minha outra aposta para o bronze – acabou perdendo a disputa dessa medalha para a japonesa. Na foto acima, o início da luta entre as duas. 

Na natação cheguei perto de cravar o pódio dos 100m peito masculino. Acertei no ouro do britânico Adam Peaty e na prata do sul-africano Cameron van der Burgh. Mas o estadunidense Kevin Cordes, que eu achei seria bronze, ficou em quarto lugar. Perdeu por pouco para o compatriota Cody Miller.

No tiro com arco, na disputa por equipes feminina, a Coreia do Sul levou o ouro e a Rússia, a prata. Previ que os indianos ficariam com o bronze, mas eles acabaram cruzando com a Rússia nas quartas de final e foram derrotados. Em terceiro lugar ficou Taiwan.

Decepção com o Brasil

O desempenho do Brasil tem sido preocupante. A essa altura das Olimpíadas eu tinha previsto que já estaríamos com um ouro (do Felipe Wu no tiro esportivo) e um bronze (da Érika Miranda no judô). Até agora estamos só com uma prata, do Wu. O pior é que a previsão de sair o próximo ouro é só no dia 12, quando acontece a final do vôlei de praia feminino.

Judô: O primeiro resultado certo

Acertei hoje meu primeiro resultado! E foi no judô: o bronze de Naohisa Takato na categoria 60kg. Acertei também que o cazaque Yeldos Smetov subiria ao pódio, mas errei o material da medalha: previ um bronze e ele conquistou a prata.

O sul-coreano Kim Won Jin, favorito na prova, perdeu nas quartas-de-final para o russo Beslan Mudranov, que acabou ficando com o ouro, e foi derrotado por Takato na disputa pelo bronze.

Até agora, após cinco disputas, acertei somente 5,9% dos resultados e 35,3% dos medalhistas. Lembrando que minha meta é superar 2012, quando acertei 23,6% dos resultados e 48,4% dos medalhistas.

Judô: dois bronzes com sentimentos bem diferentes

Veja aqui a previsão atualizada dos resultados do judô na Rio-2016.

harrison e mayra

Para o Brasil será uma participação pior do que nas duas últimas Olimpíadas: a previsão é de apenas dois bronzes, igualando o desempenho de Atenas-2004. Um deles vai para a brasiliense Érika Miranda no peso meio-leve. Para ela é um ponto alto da carreira. Seu melhor resultado até hoje foi a prata no Mundial de 2013. Já para a gaúcha Mayra Aguiar o bronze no peso meio-pesado deverá ter um gosto amargo. Será a repetição do desempenho em Londres, quando ela também ficou em terceiro.

Na última Olimpíada Mayra perdeu a semifinal para a estadunidense Kayla Harrison, que acabou campeã. Em 2014, no Mundial da Rússia, ela deu o troco. Bateu Harrison na semifinal e conquistou o ouro. Mas a tendência, de acordo com o ranking mundial, é que no Rio a atleta dos EUA fature o bicampeonato, vencendo na final a francesa Audrey Tcheuméo, que também foi medalhista de bronze em Londres-2012.

A foto lá em cima é de um dos duelos entre Harrison (de azul) e Mayra (de branco). 

Já Érika Miranda deverá ficar atrás da campeã Majlinda Kelmendi, que conquistará a primeira medalha da história do Kosovo, e da romena Andreea Chitu.

O domínio na modalidade será da Coreia do Sul com três ouros, seguida da França, com dois ouros e duas pratas, e da Mongólia, com dois ouros e uma prata.

 

 

Judô: uma medalha a menos para o Brasil

Veja aqui a previsão atualizada dos resultados do judô na Rio-2016.

France's Cyrille Maret celebrates after beating his opponent during the men's under 100 kg semi-final at the Paris Grand Slam Judo tournament in Paris on February 7, 2016. / AFP / JACQUES DEMARTHON

No que provavelmente foi a última atualização do ranking mundial antes das Olimpíadas a piauiense Sarah Menezes perdeu a quarta colocação para a espanhola Julia Figueroa. Desta forma o Brasil só conta agora com duas judocas cotadas a medalha: Érika Miranda e Mayra Aguiar. Ambas são favoritas ao bronze.

Na disputa geral a França tomou o lugar da Mongólia como provável segunda força da modalidade. O francês Cyrille Maret (na foto lá em cima) tomou a liderança do ranking mundial na categoria 100kg, ultrapassando Elmar Gasimov, do Azerbaijão, que agora deve ficar com o bronze. É a primeira vez na carreira que Maret chega ao topo do ranking.

Com essa mudança os franceses vão conquistar dois ouros, uma prata e três bronzes, contra dois ouros, uma prata e um bronze da Mongólia. A maior força será a Coreia do Sul, com três ouros.

Judô: Coreia do Sul de volta ao topo

Veja aqui a previsão dos resultados do judô na Rio-2016.

KIM-Won-Jin-KOR

Desde que comecei a acompanhar o ranking mundial de judô, há um ano, Coreia do Sul e Mongólia vem se revezando no topo do provável quadro de medalhas da modalidade nos Jogos Olímpicos. No último mês os sul-coreanos retomaram a primazia ao chegar à marca de três prováveis medalhas de ouro, contra duas dos mongóis. Quem fez a diferença foi Kim Won Jin (na foto aí em cima), que assumiu a liderança da categoria 60kg masculino ao ultrapassar o mongol Boldbaatar Ganbat, agora favorito à prata.

Tão impressionante quanto a ascensão da Mongólia (até hoje o país só ganhou um ouro na história das Olimpíadas) é a queda da Rússia, que conquistou três ouros em Londres-2012, mas deve sair do Rio de mãos abananando.

Outro fato extraordinário é a provável medalha de ouro de Kosovo na categoria 52kg feminino, com Majlinda Kelmendi. É a primeira vez que a ex-república iugoslava participa dos Jogos. A curiosidade é que o Comitê Olímpico Internacional reconhece Kosovo como um país independente, mas muitos países não. O Brasil é um dos que não reconhece.

Ah, e é claro, tem o Brasil. Neste momento minha previsão é só de três bronzes para o país-sede: com Sarah Menezes, Mayra Aguiar e Erika Miranda.