Quarto dia: Errei as provas do Phelps, mas acertei a da Hosszú

Michael Phelps (foto) derrubou meus palpites nesta terça-feira. Eu tinha previsto que ele seria prata nas duas provas que disputou (200m borboleta e 4x200m livre) porque ele e a equipe dos EUA tinham só a segunda melhor marca dos últimos 12 meses nessas provas. Mas isso não quis dizer nada para Phelps.

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Nos 200m borboleta o maior medalhista da história dos Jogos Olímpicos deixou o meu favorito, o húngaro Laszlo Cseh, na quarta posição. No 4x200m livre os EUA superaram por 3s a Grã-Bretanha, minha aposta para o ouro.

Meu melhor resultado foi na prova dos 200m medley feminino. Acertei o ouro da húngara Katinka Hosszú, a prata da britânica Slobhan-Marie O’Connor e o bronze da estadunidense Maya DiRado.

Meu percentual de acerto de resultados caiu para 23,1% e o de medalhistas subiu para 49,1%.

Segundo dia: Acertei mais 12 e ultrapassei a meta

Como digo na descrição do blog, minha meta é ultrapassar meu desempenho nos Jogos de Londres-2012, em que acertei 23,6% dos resultados. Hoje acertei mais 12 e cheguei ao percentual de 24,6% de resultados certos. Isso quer dizer que um em cada quatro resultados das Olimpíadas foi previsto por mim. Curiosamente, no número de medalhistas (independentemente da posição no pódio) meu aproveitamento caiu de 47,4% no primeiro dia para 45,6%.

judo

Ainda não consegui acertar um pódio inteiro. As melhores previsões de hoje foram em disputas de judô, natação e tiro com arco.

No judô feminino acertei o ouro de Majlinda Kelmendi, do Kosovo, e o bronze de Misato Nakamura, do Japão. A romena Andrea Chitu, que eu achei que ficaria com a prata, perdeu na repescagem para a brasiliense Érika Miranda. E a própria Érika – minha outra aposta para o bronze – acabou perdendo a disputa dessa medalha para a japonesa. Na foto acima, o início da luta entre as duas. 

Na natação cheguei perto de cravar o pódio dos 100m peito masculino. Acertei no ouro do britânico Adam Peaty e na prata do sul-africano Cameron van der Burgh. Mas o estadunidense Kevin Cordes, que eu achei seria bronze, ficou em quarto lugar. Perdeu por pouco para o compatriota Cody Miller.

No tiro com arco, na disputa por equipes feminina, a Coreia do Sul levou o ouro e a Rússia, a prata. Previ que os indianos ficariam com o bronze, mas eles acabaram cruzando com a Rússia nas quartas de final e foram derrotados. Em terceiro lugar ficou Taiwan.

Decepção com o Brasil

O desempenho do Brasil tem sido preocupante. A essa altura das Olimpíadas eu tinha previsto que já estaríamos com um ouro (do Felipe Wu no tiro esportivo) e um bronze (da Érika Miranda no judô). Até agora estamos só com uma prata, do Wu. O pior é que a previsão de sair o próximo ouro é só no dia 12, quando acontece a final do vôlei de praia feminino.

Sete previsões certas no primeiro dia

No primeiro dia das Olimpíadas acertei sete das 38 medalhas em disputa, um percentual de 18,4%. E acertei outros 11 medalhistas, mas com a posição errada – um aproveitamento total de 47,4% de medalhistas.

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Os destaques foram os 400m livre masculino da natação e a prova de equipes do tiro com arco, em que acertei o ouro e a prata. Nos 400m livre previ a vitória do australiano Mack Horton e a prata do chinês Sun Yang. O britânico James Guy, que eu achei levaria o bronze, ficou só em sexto lugar. O terceiro foi o italiano Gabriele Detti.

No tiro com arco acertei o ouro da Coreia do Sul e a prata dos EUA. Mas a China, que eu achei que ganharia o bronze, perdeu a disputa do terceiro lugar para a Austrália. Foi o resultado que cheguei mais perto de acertar.

Na foto a equipe de tiro com arco da Coreia do Sul que ganhou o ouro.

Natação: Brasil vive ressaca após fim da era Cielo

Veja aqui a previsão atualizada dos resultados da natação na Rio-2016.

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Nos últimos 24 anos a natação brasileira tem repetido um padrão nas Olimpíadas: nasce uma geração promissora, ela vive seu auge, em seguida tem seu ocaso, na edição seguinte há uma entressafra e enfim surge uma nova geração. A Rio-2016 é uma Olimpíada de entressafra, ao que indicam os úlitmos resultados dos brasileiros. Vamos ganhar “só” uma medalha de prata com o macaense Bruno Fratus (na foto de cima) nos 50m livre.

Com o resultado de Fratus o Brasil repetirá o desempenho de Barcelona-1992, quando Gustavo Borges ganhou sua primeira prata. Ali era o início da geração que viveu seu auge em Atlanta-1996, com uma prata e três bronzes, e seu ocaso em Sydney-2000, com “apenas” um bronze.

Atenas-2004 foi uma Olimpíada de transição até que surgisse o fenômeno Cesar Cielo, que conseguiu o melhor resultado do Brasil: um ouro e um bronze em Pequim-2008. Em Londres-2012 Cielo levou apenas o bronze e Thiago Pereira faturou a prata.

Cielo não conseguiu se classificar para o Rio. Thiago tem chance de ir à final dos 200m medley, prova da qual é o atual vice-campeão mundial, mas enfrentará a concorrência do favorito Michael Phelps, do provável medalhista de prata, o japonês Kasuke Hagino, e do também estadunidense Ryan Lochte, mais cotado para o bronze.

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Por falar em Phelps, o estadunidense, que já ganhou 12 medalhas de ouro em Olimpíadas – é o atleta com o maior número de ouros na história -, deve ser novamente o destaque. Ele está cotado para ganhar mais dois ouros (nos já citados 200m medley e no 100m borboleta) e uma prata (nos 200m borboleta).

Também devem se destacar a estadunidense Katie Ledecky (na foto acima – com ouro nos 400m e nos 800m livre e prata nos 200m livre) e a húngara Katinka Hosszú (ouro nos 200m e 400m medley e prata nos 200m costas).

 

O melhor desempenho será da Austrália, com dez ouros, seguida dos EUA, com oito ouros, e da Hungria, com três ouros. O Brasil será o 15o. melhor país.

Natação – A vez da Austrália?

Veja a previsão de resultados da natação para a Rio-2016.

Para elaborar a previsão de resultados da natação usei as melhores marcas desde o Campeonato Mundial do ano passado. O resultado é surpreendente. Pela primeira vez em muitos anos a Austrália ficará à frente dos EUA no quadro de medalhas da modalidade. A previsão é de dez ouros para os australianos e oito para os estadunidenses. Em terceiro lugar vem a Hungria, com três ouros.

No ano passado já houve uma mostra de que esta previsão tem fundamento. Os australianos conquistaram sete ouros no Mundial de Esportes Aquáticos, contra oito dos EUA – uma diferença mais apertada do que de costume.

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Há pelo menos sete candidatos a craque da natação nas Olimpíadas. São atletas cotados para conquistar duas medalhas de ouro nas provas individuais: os australianos Cate Campbell (50m e 100m livre feminino), Emily Seebohm (100m e 200m costas feminino) e Mitchell Larkin (100m e 200m costas masculino); os estadunidenses Katie Ledecky (400m e 800m livre feminino) e Michael Phelps (100m borboleta e 200m medley masculino); a húngara Katinka Hosszu (200m e 400m medley) e a sueca Sarah Sjostrom (200m livre e 100m borboleta).

Na foto lá de cima está o Phelps, maior medalhista da história das Olimpíadas (com 22 pódios), que deve conquistar também o ouro no 4x100m medley no Rio.

O Brasil deve levar somente uma medalha de prata, com Bruno Fratus nos 50m livre. É um desempenho pior do que nas últimas duas Olimpíadas, quando conseguiu um ouro e um bronze (2008) e uma prata e um bronze (2012). O país ficará em 15o. lugar no quadro de medalhas da modalidade.