Quadro geral de medalhas: Doping fará Rússia ter pior participação da história; Brasil não alcançará meta

Veja aqui o provável quadro de medalhas da Rio-2016.

brasil volei

O Brasil terá a melhor participação da sua história nas Olimpíadas, com seis medalhas de ouro, nove de prata e cinco de bronze. Vai superar o melhor desempenho até hoje, que foi alcançado em Atenas-2004, com cinco ouros. Mas não alcançará a meta estipulada pelo Comitê Olímpico do Brasil, que era de ficar entre os dez primeiros. Se eu acertar minha previsão terminarmos em 13o. lugar.

No entanto, existe uma chance de o Brasil ter uma participação ainda melhor. Os times da casa sempre têm desempenhos acima do esperado. Geralmente conquistam o dobro de medalhas da média das três Olimpíadas anteriores. Se o Brasil seguir essa regra terminará com oito ouros, o suficiente para ficar apenas em 11o. lugar.

Na foto acima a seleção masculina de vôlei, favorito a conquistar o terceiro título. Os outros brasileiros medalhistas de ouro serão Erlon Souza e Isaquias de Queiroz, na prova C2 1.000m de canoagem de velocidade; Felipe Wu, na pistola de ar 10m do tiro esportivo; Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er FX da vela; e Alison/Bruno Schdmidt e Larissa/Talita, no vôlei de praia.

Os nove medalhistas de prata serão Fabiana Murer, no atletismo; Arthur Nory e Jade Barbosa, na ginástica artística; Allan do Carmo e Ana Marcela Cunha, na maratona aquática; Bruno Fratus, na natação; Ricardo Melo e Bruno Soares, no tênis; o vôlei feminino; e Agatha/Bárbara Seixas, no vôlei de praia. Se fosse apostar em dois desses para chegarmos aos oito ouros eu escolheria Ana Marcela e o vôlei feminino.

INDIANAPOLIS, IN - AUGUST 15: Simone Biles competes in the women's finals of the 2015 P&G Gymnastics Championships at Bankers Life Fieldhouse on August 15, 2015 in Indianapolis, Indiana. (Photo by Joe Robbins/Getty Images)

Mas a grande notícia dessas Olimpíadas deve ser a decadência da Rússia. Após ter vários atletas cortados por doping, o país deve terminar na sétima posição do quadro de medalhas, com 14 medalhas de ouro, 13 de prata e 17 de bronze. É a pior participação desde Atlanta-1996, quando a Rússia começou a competir como um país independente. Para se ter uma ideia, a pior participação até hoje era a de Londres-2012, com 22 ouros.

Os EUA serão os primeiros no quadro de medalhas, com 40 ouros, seguidos da China, com 33 – quase a mesma diferença obtida em Londres. Um destaque positivo será a Austrália, que ficará em terceiro no quadro de medalhas, com 18 ouros. A melhor colocação do país até hoje foi o quarto lugar em Sydney-2000, com 16 ouros.

Em quarto lugar ficará a Alemanha, com 17 ouros. Em Londres os alemães ficaram em sexto, com só 11 ouros. A quinta posição será da França (15 ouros), bem melhor do que o sétimo lugar em Londres, quando levou 11 ouros. Já a Grã-Bretanha, que em casa terminou em terceiro lugar, com 29 ouros, no Rio ficará só em sexto, com 14 ouros, menos da metade que há quatro anos.

Na foto acima a ginasta estadunidense Simone Biles, favorita a ganhar três medalhas de ouro. 

Quadro de medalhas: possível suspensão da Rússia deixará 20 ouros “sem dono”

Veja aqui o provável quadro de medalhas da Rio-2016.

nado

A recente atualização no tênis, no tênis de mesa e no mountain bike não afetou o provável quadro de medalhas da Rio-2016. Mas ainda esta semana pode ser tomada uma decisão que causará um impacto enorme na distribuição de medalhas. Se a Rússia for vetada dos Jogos por causa de doping, como o Comitê Olímpico Internacional está ameaçando, ficarão “sem dono” 20 medalhas de ouro, 16 de prata e 21 de bronze. Os russos são a terceira maior força olímpica, atrás somente de EUA e China.

Em duas modalidades o impacto será ainda maior. Os dois ouros em disputa na ginástica rítmica e no nado sincronizado certamente serão conquistado pelos russos. A decisão deve ser anunciada pelo COI na próxima sexta-feira, 22.

Na foto está a dupla formada por Natalia Ischenko e Svetlana Romashina, atual campeã mundial e favorita ao ouro olímpico.

Quadro de medalhas: EUA de novo em primeiro lugar

Faltando 26 dias para o início da Rio-2016, veja aqui como ficará o quadro geral de medalhas. 

A atualização da previsão de resultados de nove esportes levou os EUA de volta ao topo do provável quadro de medalhas. Os estadunidenses perderam o favoritismo em duas provas (na esgrima e no tiro esportivo), mas ganharam em uma prova da natação (os 200m peito masculino, com Josh Prenot, o cara da foto aí embaixo). Com isso, vão terminar os Jogos com 37 ouros.

prenot

Já a China, que estava em primeiro na contagem, perdeu o favoritismo em três disputas (duas no tiro e uma no badminton) e só ganhou em uma categoria da esgrima. Assim, vai terminar com 36 ouros.

Outra mudança importante foi que o Brasil ganhou duas posições no quadro de medalhas depois que Felipe Wu assumiu a liderança do ranking mundial em sua prova, no tiro esportivo. Os brasileiros devemos terminar agora com sete ouros, em 15o. lugar na classificação geral – duas posições a mais do que antes.

Por fim, a Rússia recuperou o terceiro lugar na contagem geral, ultrapassando Alemanha e Austrália, que agora serão quarta e quinta colocada, respectivamente. Essa mudança ocorreu porque os russos ganharam o favoritismo em mais três disputas (em duas categorias da esgrima e no handebol feminino), enquanto os alemães perderam o favoritismo nos 200m peito masculino para os EUA e no handebol feminino para a Rússia.

 

Quadro de medalhas: Alemanha à frente de Austrália e Rússia

Veja aqui como deve ficar o quadro geral de medalhas da Rio-2016 com os dez primeiros colocados e o Brasil. Falta um mês e três dias para o início dos Jogos e já consegui prever os resultados de todas as disputas.

Na Rio-2016 a decadência olímpica da Rússia deve ter mais um capítulo. Desde o fim da União Soviética os russos disputaram cinco Olimpíadas como país independente. Em 1996 e 2000 terminaram na segunda colocação no quadro de medalhas, atrás somente dos EUA. Em 2004 e 2008 terminaram em terceiro, atrás também da China. Em 2012 acabaram em quarto, ultrapassados pelo Reino Unido. No Rio devem terminar em quinto lugar. E o desempenho pode ser ainda pior por causa da suspensão dos russos no atletismo.

Pelas minhas contas, China e EUA disputarão pau a pau o primeiro lugar. No momento a previsão é de 38 ouros para cada, mas os chineses levam vantagem no número de medalhas de prata: 32 a 24.

vogel

Desde a última atualização a Alemanha garantiu mais cinco medalhas de ouro e com isso deve ficar em terceiro lugar no quadro de medalhas, o que não acontece há décadas! A previsão é de 21 medalhas de ouro para os alemães, contra 18 dos australianos e 17 dos russos. O principal responsável pelo salto da Alemanha é o ciclismo de pista. Na última atualização do ranking mundial dessa modalidade os alemães assumiram a liderança em três provas. Kristina Vogel (na foto aí em cima) se tornou favorita ao ouro no sprint individual e no keirin.

Do sexto lugar em diante vêm França, Grã-Bretanha, Japão, Nova Zelândia e Coreia do Sul.

O Brasil ficaria em 17o. lugar, com cinco ouros, sete pratas e sete bronzes – a melhor participação brasileira na história. Mas o desempenho deve ser melhor ainda. A história mostra que o time da casa sempre ganha o dobro de medalhas do que a média das últimas três edições. Se for assim, o Brasil terminar com oito ouros, suficiente para ficar em 11o. lugar no quadro de medalhas.