Ciclismo BMX: EUA superaram Colômbia e Holanda

Minha aposta é que Holanda e Colômbia dominariam o ciclismo BMX com um ouro cada. Os colombianos até se saíram melhor do que o esperado – ganharam o ouro no feminino e também um bronze no masculino. Mas quem se destacou mesmo foram os EUA com o ouro no masculino e uma prata no feminino. Os holandeses ficaram só com a prata entre os homens.

fields

Na foto acima, liderando a disputa, está o estadunidense Connor Fields, que acabou sendo campeão da prova masculina.

Meu percentual de acertos foi ruim. Só cravei um resultado: o bicampeonato da colombiana Mariana Pajón. E só acertei mais uma medalhista: Alise Post, dos EUA, que foi prata e não bronze como eu previra.

Canoagem de velocidade: Parece absurdo, mas o Brasil poderia ter se saído melhor

Sei que parece uma heresia dizer isso, mas eu esperava um desempenho melhor do Brasil na canoagem de velocidade na Rio-2016. Calma que eu explico. O número de medalhas conquistadas (três) foi superior à minha expectativa. Mas eu acreditava que, sendo os atuais campeões mundiais no C2 1000m, Isaquias Queiroz e Erlon Souza (foto) conquistariam o ouro. Ao menos eles perderam – por uma pequena diferença – para a Alemanha, país que domina essa modalidade nos Jogos desde Atenas-2004.

isaquias e erlon

Fiquei com a impressão de que Isaquias poderia ter se concentrado na prova do C2 1000m, a que ele tinha mais chances, em vez de se desgastar em três provas. Enfim, ele é ainda jovem e se mantiver o ritmo terá chance em Tóquio-2020.

Os alemães confirmaram o que eu esperava deles: ganharam quatro ouros. A Nova Zelândia se saiu pior do que a expectativa. Lisa Carrington ganhou “só” um ouro nas duas provas em que ela era favorita (na outra levou o bronze). Mas a maior decepção foi a França. Saiu do Rio sem nenhuma medalha. Eu apostava nos franceses para levarem dois ouros e três pratas!

Fui surpreendido pelo desempenho de Hungria (três ouros) e Espanha (dois). Para os húngaros eu só tinha previsto uma prata e para os espanhóis nenhuma medalha.

Meu percentual de acertos na canoagem de velocidade foi baixo (13,9%). O de medalhistas foi razoável (44,4%).

Canoagem slalom: A melhor tradução do que foram os Jogos

Ao comparar rapidamente minhas previsões para as Olimpíadas e o resultado final já é possível afirmar que a Grã-Bretanha foi o grande destaque e a Austrália a maior decepção. Um dos melhores exemplos disso é a canoagem slalom. Eu não tinha previsto nenhum pódio para os britânicos nesse esporte, mas eles dominaram o quadro de medalhas ao lado da Eslováquia. Já a Austrália, de quem eu esperava dois ouros, só ganhou um bronze.

clarke

A disputa na canoagem slalom foi equilibrada. Nenhum país ganhou mais de uma medalha de ouro. Eslováquia e Grã-Bretanha conquistaram um ouro e uma prata cada. O dos britânicos foi vencido por Joseph Clarke (foto) no caiaque individual. Já o favorito, o australiano Lucien Dalfour, não se classificou nem para a semifinal da prova.

O ouro dos eslovacos foi na canoa dupla, em que os irmãos Skantar superaram os favoritos, os franceses Klauss e Péché, terceiros colocados.

Além do caiaque individual masculino, a Austrália viu também um resultado aquém do esperado no feminino. Jessica Fox, prata em Londres-2012 e favorita ao ouro no Rio, ficou em terceiro lugar. A vencedora foi a espanhola Maialen Chourraut, de quem eu só esperava a prata.

Meu percentual de acertos na canoagem slalom foi baixo. Só acertei um resultado em 12 (a prata do esloveno Peter Kauzer no caiaque individual). Mas cravei metade dos medalhistas, a maioria nas posições erradas.

Boxe: Nem nesse esporte Cuba domina mais; quem manda agora é o Uzbequistão

O único esporte em que Cuba ainda dominava era o boxe. Depois os últimos Jogos Olímpicos não é mais. O país que teve o melhor desempenho no Rio foi o Uzbequistão, com três ouros e duas pratas. Os cubanos vieram logo atrás, com três ouros, mas ficaram aquém da previsão feita por mim, que era de ganharem quatro ouros. Já o Brasil teve seu melhor desempenho no boxe na história, com uma medalha de ouro que eu não esperava.

robson

Para o baiano Robson Conceição (na foto acima), a luta chave no peso leve foi a semifinal contra o cubano Lázaro Álvarez Estrada, favorito ao ouro. Uma vitória por decisão unânime dos juízes o levou à final, quando bateu o francês Sofiane Oumiha, outro azarão.

Além de Álvarez Estrada, mais um cubano favorito ficou pelo caminho. Johanys Argilagos perdeu a semifinal do peso mosca leve para o colombiano Yuberjen Martínez Rivas, mais um azarão que acabou derrotado na final por Hasanboy Dusmatov, do Uzbequistão.

Outros dois cubanos confirmaram o favoritismo: Arlen López Cardona, no peso médio, e Julio César La Cruz, no meio-pesado. No peso galo Robeisy Ramírez Carrazana, que não estava entre os favoritos, foi a surpresa positiva da ilha.

Já o Uzbequistão, além do peso mosca leve, venceu no peso mosca (em que o país não estava entre os mais cotados para ganhar medalha) com Shakhobidin Zairov e no meio-médio, em que era favorito ao bronze, com Fazliddin Gabnazarov (na foto abaixo). O país levou também duas pratas – nenhuma delas prevista por mim.

2016 Rio Olympics - Boxing - Final - Men's Light Welter (64kg) Final Bout 272 - Riocentro - Pavilion 6 - Rio de Janeiro, Brazil - 21/08/2016. Fazliddin Gaibnazarov (UZB) of Uzbekistan celebrates after winning his bout.  REUTERS/Peter Cziborra

A França também me surpreendeu com duas medalhas de ouro – achei que não ganhariam em nenhuma categoria – e ficou à frente do Cazaquistão, que levou só um ouro. Dos cazaques eu esperava a vitória em pelo menos duas categorias. Mas a maior decepção foi a Irlanda. Favoritos a levarem dois ouros, os irlandeses não conquistaram nenhuma medalha, nem mesmo de bronze.

Apesar das surpresas, meu desempenho na previsão dos resultados do boxe ficou dentro da média: 23,1% de resultados certos e 48,1% de medalhistas.

Basquete: Pela primeira vez entre os grandes com o nome de Sérvia

A última vez que os sérvios subiram ao pódio no basquete tinha sido com a prata em Atlanta-1996, ainda como parte da Iugoslávia. Este ano eles surpreenderam e faturaram logo duas medalhas: a prata no masculino e o bronze no feminino. Igualaram-se à Espanha (prata no feminino e bronze no masculino) e ficaram atrás dos EUA, vencedores das duas disputas.

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Na foto acima o pivô estadunidense DeMarcus Cousins cercado pelos jogadores sérvios na final olímpica

A decepção ficou por conta do time feminino da Austrália, favorito à prata, que perdeu para a Sérvia nas quartas de final, e da equipe masculina da Lituânia, mais cotada para o bronze, que foi derrotada pelos australianos também nas quartas.

Meu percentual de aproveitamento de previsões foi ótimo no basquete: acertei um terço dos resultados (os dois ouros dos EUA) e dois terços dos medalhistas (EUA e Espanha).

Badminton: Malaio segue com sina de vices e espanhola é 1a. não-asiática a levar ouro

O torneio de badminton teve um fim triste para um malaio e feliz para uma espanhola. No simples masculino Lee Chong Wei, da Malásia, amargou o terceiro vice-campeonato olímpico consecutivo. Ele também é tri-vice do Campeonato Mundial. Apesar do favoritismo, perdeu novamente para um chinês. Em Pequim-2008 e Londres-2012 seu algoz foi Lin Dan. Desta vez foi Chen Long.

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A foto acima é do malaio e do chinês no pódio, junto com o medalhista de bronze, o dinamarquês Viktor Axelsen, que não estava entre os favoritos. 

No feminino a espanhola Carolina Marín confirmou o favoritismo e se tornou a primeira mulher não-asiática a ganhar uma medalha de ouro no badminton nas Olimpíadas.

Os chineses ainda dominam a modalidade – tiveram um desempenho melhor do que eu esperava. Faturaram duas medalhas de ouro e não uma, como eu tinha previsto. Mas é um declínio em relação a Londres, quando conquistaram todos os cinco ouros em disputa.

A grande decepção no badminton foi a Coreia do Sul. Minha previsão era de que levassem um ouro, uma prata e um bronze, tornando-se o segundo melhor país no badminton. Mas saíram do Rio só com um bronze. O posto de segundo melhor foi do Japão, com um ouro e um bronze.

Meu percentual de acertos no badminton foi ruim: 13,3% de resultados e 40% de medalhistas. Em Londres tinha sido 40% de resultados e 60% de medalhistas!

Atletismo: EUA foram o destaque, Etiópia a decepção; Brasil foi melhor que o esperado

Encerrados os Jogos Olímpicos começo a revelar como se saíram minhas previsões em cada esporte. No atletismo o Brasil teve desempenho melhor do que o esperado. Eu havia previsto somente uma prata para Fabiana Murer no salto com vara, mas acabamos conquistando o ouro com Thiago Braz (foto) na prova masculina. Foi uma evolução em relação a Londres-2012, em que não conquistamos nenhuma medalha nesse esporte, mas foi pior que Pequim-2008, quando tivemos um ouro e um bronze (este reconhecido apenas recentemente, com a desclassificação da equipe russa por doping).

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Com esse ouro o Brasil ficou em 13o. lugar no quadro de medalhas do atletismo e não em 22o., como eu esperava.

A grande surpresa positiva foram os EUA, que ganharam 13 medalhas de ouro – três a mais do que eu havia previsto. Entre os dez ouros que previ para os estadunidenses acertei oito e errei dois. Outros cinco ouros eu não esperava: dois que eu tinha previsto para a Jamaica (4x100m e 4×400 femininos), dois para o Quênia (400m com barreiras e 1.500m masculinos) e um para a China (arremesso de peso feminino).

O desempenho mais decepcionante foi da Etiópia, de quem eu esperava quatro ouros, mas que só conquistou um. Os etíopes perderam  os 5.000m e a maratona femininas para o Quênia e os 5.000m masculinos para a Grã-Bretanha.

Acertei a posição dos três primeiros (EUA, Quênia e Jamaica) e o número de ouros de quenianos e jamaicanos (seis para cada).

No geral tive um percentual de acerto de resultados de 19,9% e de medalhistas da ordem de 46,1% – pior do que a média das Olimpíadas. Foi um desempenho inferior até a Londres-2012, em que acertei 26,4% dos resultados e 56% dos medalhistas.