Ciclismo mountain bike: A derrocada da França

Em todas as edições de Olimpíadas, de Sydney-2000 a Londres-2012, a França sempre levou pelo menos uma medalha de ouro no mountain Bike. Minha previsão era que no Rio-2016 eles não passariam de uma prata e um bronze. Mas a derrocada foi pior ainda. Os franceses saíram do Rio de mãos abanando.

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O melhor resultado foi o quarto lugar de Maxime Marotte (meu favorito ao bronze), que chegou 10s atrás do espanhol Carlos Coloma. O outro francês cotado à prata, Julien Absalon, terminou só em oitavo. O vencedor, como eu previra, foi o suíço Nino Schurter (foto). A prata ficou com o tcheco Jaroslav Kulhavy.

No feminino eu passei mais longe de acertar o resultado. Minha favorita ao ouro, a dinamarquesa Annika Langvad, ficou em 11o. lugar. A campeã foi a sueca Jenny Rissveds.

A única medalhista que acertei no feminino foi a polonesa Maja Wloszczowska. Eu previ bronze para ela, mas ela foi prata.

Meu percentual de acerto no mountain bike foi baixo: só cravei um resultado e dois medalhistas.

Ciclismo de pista: Impulsionados por casal ‘dourado’, britânicos atropelam alemães

Minha previsão, baseada no ranking mundial, era que a Alemanha dominasse o ciclismo de pista e a Grã-Bretanha fosse apenas a terceira força, atrás da Austrália. Mas os britânicos atropelaram minha previsão. Eles conquistaram seis ouros, só um a menos do que em Londres-2012. E cinco desses ouros vieram de um casal!

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O destaque individual – que eu achei que seria a alemã Kristina Vogel, com um ouro e uma prata – acabou sendo o britânico Jason Kenny, com três ouros: no keirin e nas provas de velocidade individual e por equipes.

A segunda melhor atleta foi a mulher de Kenny, Laura Trott, com dois ouros. Acertei a vitória dela no omnium e da Grã-Bretanha na perseguição por equipes (só não sabia que ela faria parte da equipe).

Na foto acima o casal vencedor de cinco medalhas de ouro, Jason Kenny e Laura Trott.

O detalhe é que eu não tinha previsto nenhuma medalha para Kenny. Em duas das provas que ele ganhou eu tinha apostado na Alemanha e em uma na Polônia. Nenhum desses meus favoritos subiu ao pódio.

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O resultado é que a Alemanha só ganhou uma das quatro medalhas de ouro previstas por mim. A Austrália fez pior ainda: em vez de dois ouros, uma prata e dois bronze que imaginei, só levou uma prata e um bronze.

Além da Grã-Bretanha, a Holanda teve desempenho acima do esperado. Não previ nenhuma medalha para eles, mas levaram um ouro no keirin feminino, com Elis Ligtlee (na foto acima). Minha favorita ao ouro nessa prova era Kristina Vogel, que acabou levando ouro na velocidade individual. Vogel também foi bronze na disputa por equipes.

Meu percentual de acerto no ciclismo de pista foi baixo: 16,7%. Já no acerto de medalhistas foi razoável: 43,3%.

Ciclismo de estrada: Se fosse um país, Van der Breggen ficava em primeiro

O nome da disputa do ciclismo de estrada na Rio-2016 foi Anna van der Breggen (foto). Sozinha, a holandesa conquistou mais medalhas do que qualquer um dos países participantes. Ela foi ouro na prova de corrida e bronze na contrarrelógio – eu tinha previsto que ela ficaria somente com a prata na contrarrelógio. A festa da Holanda ficou completa com a prata de Tom Dumoulin nesta disputa em que cada ciclista percorre o circuito sozinho e o que fizer o menor tempo ganha. Mais uma vez eu quase acertei: previ bronze para Dumoulin.

RIO DE JANEIRO, BRAZIL - AUGUST 07:  Anna van der Breggen of the Netherlands celebrates after winning the Women's Road Race on Day 2 of the Rio 2016 Olympic Games at Fort Copacabana on August 7, 2016 in Rio de Janeiro, Brazil.  (Photo by Patrick Smith/Getty Images)

A decepção ficou por conta da Grã-Bretanha. Foi uma das poucas modalidades (senão a única) em que os britânicos tiveram desempenho abaixo do esperado. Minha expectativa estava depositada em Chris Froome, número 1 do mundo e vencedor do último Tour de France, mas ele só levou um bronze na contrarrelógio. Já Elizabeth Armitstead, atual campeã mundial de corrida, saiu do Rio sem medalhas.

Já os EUA, de quem eu esperava o ouro, não decepcionaram. Mas em vez de Megan Guarnier, número 1 do mundo e favorita na prova de corrida, quem conquistou o título foi Kristin Armstrong na contrarrelógio.

Dois países que surpreenderam – nem estavam no meu provável quadro de medalhas – foram a Bélgica, com a vitória de Greg van Avermaet na prova de corrida, e a Suíça, com o ouro de Fabian Cancellara na contrarrelógio.

Meu percentual de acertos foi baixo. Cravei só um em 12 resultados – a prata da sueca Emma Johansson na prova de corrida. Dos medalhistas acertei 25%.

Ciclismo BMX: EUA superaram Colômbia e Holanda

Minha aposta é que Holanda e Colômbia dominariam o ciclismo BMX com um ouro cada. Os colombianos até se saíram melhor do que o esperado – ganharam o ouro no feminino e também um bronze no masculino. Mas quem se destacou mesmo foram os EUA com o ouro no masculino e uma prata no feminino. Os holandeses ficaram só com a prata entre os homens.

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Na foto acima, liderando a disputa, está o estadunidense Connor Fields, que acabou sendo campeão da prova masculina.

Meu percentual de acertos foi ruim. Só cravei um resultado: o bicampeonato da colombiana Mariana Pajón. E só acertei mais uma medalhista: Alise Post, dos EUA, que foi prata e não bronze como eu previra.

Ciclismo de estrada: De novo perto do paraíso

Veja aqui a previsão atualizada dos resultados da modalidade estrada do ciclismo na Rio-2016.

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No ciclismo de estrada duas atletas que já estiveram muito perto do topo do pódio olímpico vão bater na trave outra vez. A sueca Emma Johansson foi prata em Pequim-2008 e a britânica Elizabeth “Lizzie” Armitstead (foto) ficou em segundo lugar em Londres-2012. A previsão é que a sueca fique novamente com a prata na prova de corrida, enquanto a britânica não passe de um bronze.

A favorita ao ouro é a estadunidense Megan Guarnier, que nunca se destacou em Olimpíadas nem em Mundiais. Seus primeiros grandes resultados foram obtidos este ano, quando conquistou o Giro d’Italia e algumas provas tradicionais nos EUA.

Atual campeã mundial na prova de corrida, Armitstead correu sério risco de ficar fora das Olimpíadas. A imprensa britânica revelou recentemente que ela faltou a três testes antidoping que deveriam ser realizados fora de competição. A britânica chegou a ser suspensa preventivamente, mas acabou absolvida pela Corte Arbitral do Esporte. O caso foi criticado por vários ciclistas.

A entrada de Armitstead para o top-3 do ranking mundial, na última semana, tornou o Reino Unido favorito a ser o país com o melhor desempenho no ciclismo de estrada, já que outro britânico (Chris Froome, atual campeão do Tour de France) vai levar o ouro no na prova masculina de corrida.

Para chegar ao top-3 Lizzie ultrapassou a holandesa Anna van der Breggen, mais cotada a levar a medalha de prata na prova de contrarrelógio.

 

Ciclismo de pista: Destaque será um prato cheio para a imprensa esportiva

Veja aqui a previsão atualizada de resultados do ciclismo de pista na Rio-2016.

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A imprensa esportiva adora histórias de superação de lesões, acidentes ou doenças graves; histórias de atletas filhos de imigrantes; e atletas com “vida dupla”, que se dedicam também a outras profissões. Pois a alemã Kristina Vogel, favorita a um ouro e uma prata no ciclismo de pista, tem tudo isso.

Nascida no Quirguistão, ela imigrou com os pais para a Alemanha ainda bebê. Em 2009 sofreu um acidente de bicicleta que a fez ficar em coma induzido por dois meses e deixou cicatrizes no seu rosto. Recuperou-se para conquistar cinco ouros em Mundiais e o título olímpico em Londres-2012. Ainda por cima tem uma curiosidade: quando não está pedalando exerce o trabalho de policial, como mostra a foto aí de cima.

A confirmação dos inscritos no ciclismo de pista provocou poucas mudanças na previsão de resultados. A Rússia, favorita à prata na prova de sprint por equipes masculina, não conseguiu classificar seus atletas. E no keirin feminino o bronze ficará com a Coreia do Sul em vez da China.

Na soma das quatro modalidades do ciclismo o país que mais se destaca é a Grã-Bretanha com três ouros (dois na pista e um na estrada), uma prata e três bronzes. Em seguida vem a Alemanha com três ouros (todos na pista), uma prata e um bronze. Em terceiro fica a Austrália com dois ouros (ambos na pista) e duas pratas.

Será um bom desempenho dos britânicos, mas nada comparado com Londres-2012, quando arrebataram oito ouros!

Ciclismo mountain bike: Ninguém fica de fora

Com a confirmação dos inscritos do mountain bike já se sabe que a dinamarquesa Annika Langvad (foto) finalmente poderá conquistar o ouro que escapou em Londres. Um mês e meio antes das Olimpíadas de 2012 ela sofreu uma queda em que fraturou as costelas e acabou ficando de fora da competição. Além de Langvad, são favoritas a formar o pódio a suíça Jolanda Neff e a polonesa Maja Wloszczowska.

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No masculino o favorito é o suíço Nino Schurter, seguido pelos franceses Julien Absalon e Maxime Marotte.